Novo adiamento

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 30 Setembro 2022
Novo adiamento
  • Rui Mendes

 

A construção de um novo aeroporto que permita reduzir a pressão sobre Portela – Humberto Delgado, na sua designação atual – é um tema que tem anos. Muitos anos.

E quando parece que o problema está em fase de resolução, logo aparece algo que obstaculiza a solução. É isto que tem acontecido.

Algo temos como certo. Não será em breve que teremos decisão sobre o novo aeroporto.

A opção por Portela + Montijo parecia ter vingado, porque o primeiro Governo de António Costa apresentou aquela preferência quase como um facto consumado. Pouco tempo depois percebemos que, mais uma vez, iria ser abortada. Que a decisão se iria arrastar pelo tempo. É isso que tem acontecido.

Não importa se o Governo é maioritário, de coligação ou minoritário. Para este fim tem sido igual.

Agora decidiu-se só decidir daqui a um ano. Ou seja, arrastou-se a decisão para 2023, ou mais.

O Governo aprovou a criação de uma comissão técnica independente para

proceder à avaliação ambiental estratégica do novo aeroporto.

Para já estão identificadas 5 possíveis opções:

Portela como aeroporto principal e Montijo como complementar;

O inverso, ou seja, Montijo como principal e Portela como complementar;

Alcochete como único aeroporto;

Portela como aeroporto principal e Santarém como complementar;

Santarém como único aeroporto.

Este dossier tem tido tantos episódios que este será apenas mais um.

Carlos Moedas referiu recentemente aquelas que são as preocupações:

Primeiro que “para Lisboa é muito importante que haja um novo aeroporto muito rapidamente”, depois que “a proximidade à capital é um dos critérios mais importantes na construção do novo aeroporto”.

Esperemos que o tenham ouvido, desde logo para que a decisão não se arraste, porque já é injustificável o tempo perdido para a tomada de decisão, depois porque efetivamente a proximidade a Lisboa do novo aeroporto é de fundamental importância, porque deslocar milhões de passageiros tem um custo económico, e também um custo ambiental. E estes dois custos não poderão ser minimizados. São decididamente de primeira importância.

O fator distância é determinante para que não se opte por uma solução que, mais tarde, ponderadamente se conclua que não serve.

Quando um ex-ministro referiu que a construção do novo aeroporto na margem sul “jamais” seria construído, lá teria as suas razões, porque efetivamente ele tarda em aparecer.

 

Até para a semana

 

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