Novo governo de António Costa

Nota à la Minuta
Quarta-feira, 16 Outubro 2019
Novo governo de António Costa
  • Alberto Magalhães

 

 

Ontem, depois de apresentada ao PR, foi divulgada a constituição do próximo governo de Portugal. Face à recusa expectável do PCP em continuar na Geringonça, o BE teve de subir a fasquia do seu caderno-de-encargos, dando oportunidade a António Costa para governar em minoria. Costa agradeceu, até porque o PS, ao contrário do que aconteceu há quatro anos, desta vez foi o partido mais votado, só podendo ser arredado do governo por uma coligação dos partidos à sua direita com os partidos à sua esquerda.

A principal surpresa no anúncio do novo governo, foi a quase total ausência de surpresas. A saída de dois pesos pesados – Capoulas Santos e Vieira da Silva Pai – já tinha sido anunciada e o resto são, aparentemente, pequenas alterações.

Verdadeira surpresa, apenas a velocidade a que os ensinamentos de Greta Thunberg chegaram ao governo de Portugal. Matos Fernandes, além de continuar ministro do Ambiente, passa a ter a responsabilidade da “Acção Climática”, ou da “Ação Climática”, como eles escrevem, de acordo com o desacordo ortográfico.

Claro que é preciso agir sobre o clima e com todo o vigor. Multar o anticiclone dos Açores, castigar o El Nino, obrigar o Sol a arrefecer um pouco, acabar com os ruminantes (se convier à nova ministra da Agricultura), proibir a produção de automóveis (se aprouver ao ministro da Economia) e, enfim, parar o degelo da Greenland que, como o nome indica, esteve sempre coberta com uma espessa camada de gelo até a flatulência das vacas açorianas ter aumentado a temperatura do planeta.

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