Novo Hospital Central do Alentejo

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 26 Outubro 2022
Novo Hospital Central do Alentejo
  • Maria Paula Pita

Sexta-feira, 21 de outubro de 2022, ocorreu no Salão Nobre dos Paços do Concelho, uma audição à Presidente do Conselho Diretivo da Administração Regional de Saúde do Alentejo, Professora Filomena Mendes, a propósito da construção do Novo Hospital Central do Alentejo. O convite, feito pelo Presidente da Assembleia Municipal de Évora, Professor Jorge Araújo, em nome da Assembleia Municipal, estendeu-se aos autarcas do Alentejo Central que, na sua maioria, não compareceram. Como se a construção do Hospital só interessasse aos eborenses!

A Presidente da ARS afirmou que a obra estará concluída em 31 de dezembro de 2023. Informou que a empresa Acciona recuperou os atrasos causados pela pandemia e pela guerra. As mais valias do Hospital serão a diferenciação de oferta e de tratamentos que atrairão profissionais e técnicos de saúde e o equipamento tecnologicamente evoluído necessário ao desenvolvimento da investigação médica. O número de camas mantem-se, articulando-se com os hospitais distritais e centros de saúde, complementando-os, apostando-se numa política de saúde de proximidade, de conforto para os utentes, em ambulatório, hospitalização domiciliária e nos cuidados continuados.

Realçou a excelente relação com a Autarquia e coube ao Presidente informar como decorrem os trabalhos que competem ao município no Protocolo, por assinar. As infraestruturas avançam, cabendo a gestão à empresa Águas do Vale do Tejo. Nas acessibilidades, embora a CME já tenha realizado o levantamento dos proprietários dos 4km a construir, a expropriação ainda não foi desencadeada pelo Estado, responsável pelo processo. As questões de mobilidade estão a ser concertadas com a CIMAC de forma a acautelar e garantir uma rede eficaz de transportes públicos de acesso ao Hospital.

Acreditando que o edifício estará acabado em dezembro de 2023, estará em funcionamento?

O financiamento não está previsto no PRR e conhece-se a exigência da ACCIONA de mais 50 milhões de euros, justificando-o com “as alterações de contexto a nível internacional e a crise energética que concorrem para o aumento dos preços das matérias-primas, dos materiais e da mão-de-obra”. Esta exigência tem a concordância da ARS, uma vez que há alteração de circunstâncias, de acordo com o Decreto-lei nº 36/2022 que permite a revisão extraordinária de preços nas empreitadas de obras. Falta o governo deferir.

Quanto às infraestuturas e às acessibilidades recorre-se ao Alentejo 20/30 que cofinancia cerca de 85% das verbas. Mas as expropriações ainda não foram feitas, poderão existir recusas por parte dos proprietários com recurso a tribunal… Para haver cofinanciamento comunitário os concursos são internacionais e… só faltam 14 meses para a data firmada.

Haverá habitação para os profissionais que se pretende atrair? Sem habitação, não há fixação de recursos humanos especializados e diferenciados na área da saúde.

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