Novo só o Ano

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 10 Janeiro 2024
Novo só o Ano
  • José Policarpo

De regresso à escrita das crónicas para a radio diana, primeiro do que tudo, quero aqui desejar votos de sucesso nas audiências para o ano que agora se inicia, sobretudo, em tempos difíceis para a generalidade da comunicação social
O último fim de semana foi marcado integralmente pela política partidária, o partido socialista e os partidos que integram a nova aliança democrática realizaram iniciativas de relevo tendo em vista as próximas eleições legislativas.
A aliança democrática foi ao norte apresentar a sua constituição e os líderes dos três partidos que a compõem intervieram com discursos moderadamente galvanizadores. O disgnóstico traçado é o real e infelizmente, com grande impacte para a generalidade dos portugueses.
Contudo, para além do diagnóstico será fundamental apresentar políticas que sejam soluções para os problemas e ao mesmo tempo enquadradoras de um novo país, onde as melhores pessoas, os melhores projetos e as melhores ideias possam fazer caminho. Um país arredado da meritocracia definhará, não sairá do grupo dos maus ou dos menos maus.
Por seu turno, o partido socialista entronizou o seu líder e demonstrou a habitual unanimidade. Os socialistas conseguem sempre esconder as divergências após a escolha de qualquer liderança. Não sei se é ou não virtuoso, mas o facto é que nos últimos 24 anos, 20, o país foi (des)governado pelo partido socialista.
Por isso, não antevejo caminhos fáceis, nem vitórias antecipadas para nenhum partido. Espero, no entanto, que o próximo governo aprenda com os demasiados erros cometidos nestes últimos anos e consiga acautelar um aspeto primordial para uma democracia: a preservação da respeitabilidade das instituições. De contrário, teremos que, lidar com o caos, e a desordem. Se duvidarem, atentem, mesmo que ao de leve, na história.

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