Novos tempos, novos desafios

Quarta-feira, 16 Fevereiro 2022
Novos tempos, novos desafios

A pandemia, os ataques informáticos e a putativa guerra na Ucrânia, têm ocupado a opinião publica e a publicada. Não quero, nem posso retirar o mínimo que seja à atenção dedicada por um número significativo de pessoas a estes factos em virtude da sua importância relativa, bem como à difusão de notícias realizada.

A pandemia coloca de baixa, interna nos hospitais e mata muitas pessoas, com as consequências desastrosas para as economias dos países. O resultado dos ataques informáticos e das ameaças de guerra, não sei quando, nem quanto, mas terão decorrências muito significativas para essas economias.

Há uma pergunta que porventura se imporá fazer no momento: até quando tudo isto continuará a atormentar a vida nos países desenvolvidos? Não sei até quando, mas os sinais não são os mais otimistas.

Tenho para mim a perceção que muito se poderia ter realizado para pôr cobro ao clima de medo e de tensão em as que comunidades vivem. Bastaria tão só quem detém o poder legitimado em eleições, democraticamente, realizadas, comunicar de forma clara e inteligível para todos.

Ora, para além dos riscos que por si só encerram pandemias, guerras e ataques informáticos, o pior de tudo é não serem estes problemas solucionados, preventivamente, pois as medidas para a resolução a jusante, serão mais dispendiosas e mais devastadoras para todos do que serem atalhados os problemas por antecipação.

Por isso, impõe-se aos governos dos países desenvolvidos concertarem medidas conjuntas para o combate às questões prementes, em vez de olharem para os seus umbigos. As soluções unilaterais podem ter alguma eficácia no curto prazo, mas no médio e no longo prazo poderão ser dramáticas para o bem-estar das respetivas comunidades. Não nos esqueçamos que o fim da segunda guerra mundial, ocorreu, faz este ano, 77 anos.

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