O 1º de Maio da Venezuela

Nota à la Minuta
Quarta-feira, 01 Maio 2019
O 1º de Maio da Venezuela
  • Alberto Magalhães

 

 

Hoje, dia 1º de Maio, é Dia do Trabalhador. Caberia hoje reflectir sobre o presente e o futuro do trabalho, sobre o equilíbrio entre trabalhadores e reformados, sobre a inteligência artificial e o destino das pessoas tornadas supérfluas pela robotização, em contraste com a aparente dificuldade em diminuir a duração da jornada de trabalho, sobre os trabalhadores como consumidores, os consumidores sem trabalho e a produção de desperdício e de poluição, enfim, sobre o direito à preguiça e mais uns quantos temas correlativos.

Mas hoje, dia primeiro de Maio de 2019, é justo que seja o Dia do Trabalhador venezuelano. Mas também o Dia do Oprimido venezuelano e o Dia da Operação Liberdade para a Venezuela. Só espero que não seja um dia sangrento.

E não me venham dizer que Juan Guaidó é um fantoche de Trump ou irmão de Bolsonaro. É óbvio, já aqui o disse, que não é por Trump atacar Nicolas Maduro que este se torna um santo e os seus adversários demónios. Como não é o apoio de Putin, Erdogan e Xi Jimping, nem a solidariedade do Irão e de Cuba, que fazem de Maduro o que ele é: um ditador corrupto, incompetente e despudorado.

Além do mais, Juan Guaidó é reconhecido pela maioria dos países americanos e europeus…Ah, e já chega de o tratarem como o “auto-proclamado presidente interino”. Foi o legítimo parlamento da Venezuela que o proclamou. Ou não?

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