O charme dos assassinos

Nota à la Minuta
Segunda-feira, 11 Março 2019
O charme dos assassinos
  • Alberto Magalhães

 

 

Casualmente, peguei numa edição de papel do Diário de Notícias, já atrasada, de 16 de Fevereiro, e fui atraído pelo título de uma história de Ana Bela Ferreira: “Que tem o criminoso?”. Tratava da história de Ted Bundy, um tipo executado na cadeira eléctrica em 1989, depois de espancar, violar e assassinar mais de 30 jovens mulheres, entre 1974 e 1978, segundo ele próprio confessou dois dias antes de morrer.

Bem-apessoado, de boa conversa, licenciado em Psicologia e com frequência do curso de Direito, Ted Bundy com facilidade atraía as suas vítimas para o seu Volkswagen “carocha”. A impressão que os seus crimes horrendos provocam no comum dos mortais só tem paralelo no espanto em saber que, já condenado à morte por três dos seus crimes, continuou a receber catadupas de cartas de amor de sinceras admiradoras.

Mais esquisito, o documentário em quatro episódios com que a Netflix assinala os 30 anos da sua execução, parece ter provocado uma onda de comentários nas redes sociais que levaram a própria Netflix a tuitar em 28 de Fevereiro (e cito): “temos assistido a muita conversa sobre a alegada sensualidade de Ted Bundy e gostaríamos de lembrar que existem, literalmente, milhares de homens sexy disponíveis – quase todos eles não são assassinos em série condenados”.

Intrigado, procurei um pouco na net. Chegou para perceber que Ted Bundy não é o único serial killer com uma multidão de pretendentes. Dá que pensar.

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