O Clima, Paris e Nova Zelândia

Nota à la Minuta
Segunda-feira, 18 Março 2019
O Clima, Paris e Nova Zelândia
  • Alberto Magalhães

 

 

Fim-de-semana agitado. Um pouco por todo o mundo desenvolvido, na sexta-feira, multiplicaram-se as manifestações infanto-juvenis contra o aquecimento global. A criançada parece que descobriu – ou alguém lhes disse – que o mundo vai acabar em 2030, a menos que reduzamos drásticamente as emissões de dióxido de carbono. Em Portugal, limparam-se praias o que, sendo extremamente meritório, não contribuiu em nada para o arrefecimento da Terra.

A resposta à Greve Climática Estudantil não tardou. Os “coletes amarelos”, no dia seguinte, invadiram de novo Paris, parece que cheios de raiva contra a globalização, que deslocalizou a indústria para o ultramar e os deixou desamparados e enervados. Lembremos apenas que o movimento amarelo começou com um protesto contra o agravamento do preço dos combustíveis fósseis, tendo em vista a transição para energias mais limpas.

Tal como era previsível desde que, em Dezembro passado, Macron recuou no imposto sobre os combustíveis e se mostrou fraquinho e conciliatório face aos insurgentes, propondo-se mesmo alinhar numa espécie de democracia directa para auscultar o povo, ao velho estilo cubano, estes mantiveram-se firmes por 18 semanas e, desta vez, exageraram mesmo na sua fúria anti-sistema.

Finalmente, na Nova Zelândia, um terrorista australiano, seguramente cristão radicalizado, escolheu uma terra chamada Igreja de Cristo para cometer um massacre sobre pacíficos muçulmanos.

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