O crescimento económico português

Crónica com Música
Sexta-feira, 16 Fevereiro 2018
O crescimento económico português
  • Rui Mendes

A economia portuguesa cresceu 2,7% em 2017.

A conjuntura assim o ditou.

Este crescimento é o resultado de vários fatores que permitiram atingir um bom crescimento do PIB do país, desde logo o aumento do investimento, os bons comportamentos dos sectores do turismo e do imobiliário, o bom desempenho das empresas exportadoras, e o consumo.

As empresas portuguesas mostraram a sua competitividade e o seu dinamismo.

O cumprimento dos acordos com a Comissão Europeia, no sentido de um equilíbrio das contas públicas, também têm aqui o seu efeito positivo.

Mas a economia portuguesa apresenta em 2017 esta taxa de crescimento também porque a economia europeia está toda ela a passar por um ciclo positivo de crescimento.

A Comissão Europeia e o BCE têm aqui a sua quota parte de responsabilidade no crescimento das diferentes economias europeias. Em especial, aquelas que tiveram, no passado, necessidade de ser assistidas, e que hoje apresentam apreciáveis taxas de crescimento (Irlanda apresenta um crescimento superior a 4%).

Naturalmente, um crescimento desta grandeza terá os seus efeitos positivos no mercado de trabalho e na criação de emprego, reduzindo a taxa de desemprego e melhorando o orçamento da segurança social, desde logo porque entram mais contribuições e não haverá necessidade de suportar tantos encargos.

Mas nem tudo será tão positivo.

As políticas salariais são um verdadeiro desastre.

O nivelamento é feito por baixo. O número de trabalhadores a auferir as remunerações mínimas é cada vez maior.

Tem sido essa a principal preocupação, em aumentar os níveis salariais mais baixos, sem se fazer refletir essa diferença nos níveis salariais seguintes, e não existindo, para todo o restante sistema uma visão equilibrada e integrada.

No que respeita a políticas salariais aplica-se a regra da pressão. Trata-se caso a caso e isso cria cada vez mais diferenças, cada vez mais distorções. E empurrando sempre uma eventual solução para mais tarde.

É como foi resolvido a questão dos descongelamentos. A maior parte dos seus efeitos é aplicada em 2019.

Este crescimento económico do país não terá chegado às pessoas.

Contudo, o que é preciso é que não haja contestação.

Até para a semana

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