O despertar da Europa

Nota à la Minuta
Quarta-feira, 02 Março 2022
O despertar da Europa
  • Alberto Magalhães

Elmina Lopes, deputada na Assembleia Municipal de Évora, perante a proposta de um voto de condenação da invasão russa da Ucrânia, justificou o voto contra da CDU com dois argumentos de monta: 1. A CDU põe o valor da paz nos píncaros e é contra a resolução dos conflitos pelo uso das armas; 2. Se é verdade que assistimos a uma agressão de um país capitalista com um governo de direita sobre outro país com um governo fascista, fantoche e montado por potências estrangeiras, realmente, venha o diabo e escolha. Depois destes poderosos argumentos a condenação final: “condenamos violentamente a formação de blocos militares”, esquecendo-se de acrescentar: – agora que já não existe Pacto de Varsóvia, esse bloco militar para a Paz e Cooperação entre os povos, que era, obviamente, uma excepção.

Enfim, já na Assembleia da República, em modo Comissão Permanente, outro ilustre comunista eborense, bebera até ao fim o cálice amargo da defesa do indefensável, correndo o risco de passar igualmente por tolinho.

Mas o mais espantoso, não me cansarei de o afirmar, não são os “desargumentos” do PCP, nem sequer a meia-dúzia de generais que se têm passeado pelas televisões explicando de cátedra aos papalvos que só eles têm formação e visão para perceber a genialidade de Vladimir Putin. O mais espantoso é que quase ninguém lhes dê crédito. O genial Putin, ressuscitou a NATO (mostrando a falta que ela faz), pôs a UE a falar a uma só voz e tornou claro para os europeus que têm de gastar bem mais em segurança, começando por não depender dos combustíveis russos e acabando com a conversa de primas donas pacifistas.

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