O Dia da Europa

Nota à la Minuta
Quinta-feira, 09 Maio 2019
O Dia da Europa
  • Alberto Magalhães

 

 

Assinala-se hoje, Dia da Europa, a apresentação da Declaração de Schuman, em 1950, propondo a criação de uma Comunidade do Carvão e do Aço, precursora da actual União Europeia. Robert Schuman, ministro francês dos Negócios Estrangeiros, defendera que os membros fundadores – França, Alemanha, Itália, Holanda, Bélgica e Luxemburgo – unissem esforços e recursos para criar um mercado comum que, além de economicamente interessante, tornasse difícil – ou mesmo impossível – a repetição de um conflito armado entre a França e a Alemanha. O tratado de Paris, regendo a Comunidade, foi assinado em 1951 e entrou em vigor no ano seguinte.

Quase 70 anos depois, os líderes da União Europeia, reúnem-se hoje, na Roménia, para discutir a situação de uma comunidade que cresceu e se aprofundou, mas que enfrenta a maior crise da sua história. A contas com o processo do Brexit, a crise dos refugiados e migrantes, o recrudescer dos nacionalismos e populismos, a sombra ameaçadora de Putin e a hostilidade de Trump, a Europa corre o risco de fragmentação – inimaginável há poucos anos atrás.

Se juntarmos a emergência da China como potência económica e militar de primeira linha e a guerra económica actualmente em curso entre o gigante asiático e os EUA, percebe-se que a União está perante o sério desafio de manter ou perder ou seu estatuto de potência económica relevante e de paraíso da democracia e dos direitos humanos.

As, já próximas, eleições europeias, os seus resultados e, sobretudo, o nível da abstenção, dar-nos-á uma ideia da profundidade da crise da União e das suas hipóteses de sobrevivência.

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