O empresário

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 01 Dezembro 2017
O empresário
  • Rui Mendes

Esta semana Belmiro de Azevedo deixou-nos.

O tributo que toda a comunicação social lhe dedicou mostra a sua verdadeira dimensão. Foi um empresário singular. Um criador de empresas, um criador de marcas, um criador de valor e um enorme criador de emprego. Foi também um impulsion

ador de novos empresários. Um homem de visão. O que construiu só é possível para quem consegue ver muito mais longe que os outros. A sua marca não se limitou à economia, estende-se à cultura, à educação e à comunicação social. Sempre mostrou a sua independência em relação ao poder. O seu posicionamento mostra a sua exemplar verticalidade. As intervenções públicas que proferiu revelam a sua frontalidade e a sua clarividência. Decerto que muitas delas continuarão a ser citadas, pela sua oportunidade, importância e actualidade. O grupo SONAE é uma referência no país, na criação de valor e na criação de emprego. Um grupo fortemente internacionalizado, que suporta uma parte importante da nossa economia. A economia portuguesa muito fica a dever a Belmiro de Azevedo. O país deve ficar-lhe reconhecido.

Daí que seja justo a homenagem que lhe foi prestada por tantos e tantos, desde o presidente da república, a empresários, políticos, académicos, e outros, os quais destacam não só a sua enorme importância enquanto empresário, mas também os seus compromissos sociais e culturais.

Este ano de 2017 tem sido particularmente severo. Leva consigo um conjunto importante de personalidades portuguesas e, no caso de Belmiro de Azevedo, alguém que não será substituível.

Belmiro de Azevedo foi uma figura por quem sempre senti admiração, razão pela qual lhe dedico esta crónica.

Até para a semana

Rui Mendes

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