O estranho caso da IL em Lisboa

Nota à la Minuta
Quinta-feira, 11 Março 2021
O estranho caso da IL em Lisboa
  • Alberto Magalhães

 

 

Quando Rui Rio apresentou Carlos Moedas como candidato à presidência da autarquia lisboeta, entusiasmou até grande parte dos que, no PSD, lhe andavam a lançar pragas mais ou menos públicas. Fez mais, entusiasmou muita gente que suspira por uma geringonça à direita, capaz de, finalmente, perspectivar o afastamento do partido Socialista nas próximas eleições legislativas.

O anúncio de que a Iniciativa Liberal apresentaria um candidato próprio amainou o entusiasmo das hostes e aliviou o susto de Fernando Medina. Houve quem sugerisse que a recusa da IL se juntar à coligação anti-socialista se viraria contra ela, caso Moedas perdesse a eleição por sua causa.

Entretanto, o candidato anunciado pela IL no sábado, renunciou três dias depois, por alegados motivos pessoais. Parece um bocadinho estranho, não parece?

Enquanto isso, revelação ou especulação, vinha a público que a ideia da candidatura de Carlos Moedas não terá sido de Rio, mas do próprio Moedas, e, mais surpreendente, que estando tudo mais ou menos combinado entre o candidato social-democrata e o líder dos liberais, Cotrim Figueiredo, terá sido a ausência de um esperado telefonema de Rui Rio para a sede da IL, para ultimar o acordo, a motivar que, entre os liberais, vencesse a posição de apresentar uma candidatura própria.

Ou seja, ou tudo isto não passa de rumores, boatos e má-língua, ou Rui Rio não gosta de fazer telefonemas ou não está interessado em que o PSD ganhe Lisboa. Venha o diabo e escolha.

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