O eurodeputado e a orgia gay – II

Nota à la Minuta
Sexta-feira, 04 Dezembro 2020
O eurodeputado e a orgia gay – II
  • Alberto Magalhães

 

 

Será assim tão contraditório que o eurodeputado húngaro Jósef Szájer, sendo um declarado opositor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, conceda participar numa orgia gay? À primeira vista, a interrogação parece absurda e o realce jornalístico de tal contradição obviamente justificado. Tem subjacente o seguinte raciocínio: se ataca o casamento gay, mostra-se anti-gay ou homofóbico como agora se usa dizer; mas, ao contrário do que mostra, ele é homossexual, logo um mentiroso e hipócrita.

Tal raciocínio, porém, tem uma pequena falha. Homossexual ou não, uma pessoa pode ser contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo e nada ter contra a homossexualidade ou os homossexuais. Muitos opositores do matrimónio entre homens ou entre mulheres, são partidários do direito a uma união civil, instituída pelo Estado, que estabeleça determinados paralelos com o casamento, de modo a reconhecer alguns direitos, próprios de quem faz vida em comum. Por forma a manter a instituição casamento, velha de muitos milénios, como sempre foi: entre homem e mulher.

Claro que, como apontei ontem, também há quem considere a homossexualidade uma aberração, merecedora de censura e até dos piores castigos. Em grande parte do mundo, esse estigma ainda prevalece e os defensores do multiculturalismo bem podiam estar mais atentos ao atavismo.

Quanto ao eurodeputado húngaro, na minha opinião, o que os media deveriam inquirir era a contradição entre as suas posições alegadamente defensoras da família e da civilização cristãs, e a sua participação numa orgia.

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