O futuro do novo coronavírus

Nota à la Minuta
Sexta-feira, 10 Dezembro 2021
O futuro do novo coronavírus
  • Alberto Magalhães

Falar de animais (ou até vegetais) ou, pior ainda, falar de estirpes de vírus, como se de seres racionais se tratassem, tentando explicar de que modo se adaptam para sobreviver não tem nada de rigoroso mas, se por um lado oculta ou mistifica os mecanismos da evolução das espécies, que Charles Darwin tão brilhantemente começou a decifrar no século XIX, mudando radicalmente a visão da ciência sobre a vida tal como a conhecemos, torna mais simples e atraente a explicação.

Pedindo desculpa por usar a tal linguagem que põe intenções na cabeça dos vírus que, evidentemente, não têm cabeça, poderia afirmar, que um vírus inteligente, que quer sobreviver e propagar-se o mais que ser possa, tenta não alarmar a pessoa que infectou com sintomas evidentes, durante o maior número de dias possível, de modo que o hospedeiro contagie, desprevenido, o maior número possível de outros indivíduos. Convém-lhe, por isso, aprender a controlar a sua perigosidade e a evitar a morte dos hospedeiros, por forma a que as pessoas se cuidem menos, infectando-se e deixando-se infectar sem grande problema.

Dito de outra maneira, a variante Ómicron, ao que tudo indica, é mais transmissível e menos maliciosa que a variante Delta e, por isso, terá condições para ganhar a competição e impor-se. Por enquanto, tudo indica que assim será.

Por outro lado, parece que as actuais vacinas são eficazes face à Ómicron e tudo indica que brevemente teremos vacinas ainda mais eficazes. Claro que, tal como na gripe, podem surgir variantes mais agressivas em termos de casos graves e mortais – lembremo-nos do alarme que foi com a “gripe das aves”. Mas a espécie humana ainda cá está.

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