O homem é doido

Nota à la Minuta
Terça-feira, 22 Fevereiro 2022
O homem é doido
  • Alberto Magalhães

Quem tem razão? Teresa de Sousa que, no Público de anteontem, titulava “Putin já perdeu” ou todos os que acham que Putin jogou melhor e sentado em Moscovo acabou por concretizar o seu plano?

Diz a jornalista que sim, “os líderes europeus foram a Moscovo num esforço diplomático para evitar uma guerra na Europa. O problema é que foram lá dizer todos a mesma coisa – que estão unidos na mesma vontade de dissuadir Putin de invadir a Ucrânia, mas que não abdicam dos princípios… Sim, o exército russo é poderoso e ameaçador, mas o preço a pagar por uma invasão será imenso económica, diplomática e mesmo militarmente”.

Concordando com o raciocínio de Teresa de Sousa, devo confessar que o discurso de Putin, ontem à noite, me estarreceu. O delírio do personagem, real ou encenado, querendo convencer meio mundo de que a Rússia almeja reconstruir o império que se estilhaçou em 1991, torna-o uma ameaça maior do que eu suspeitava, capaz de enveredar por um caminho muito pouco racional e de contornos imprevisíveis.

Todavia, Teresa de Sousa não deixa de ter razão. Se as democracias enfrentarem o personagem, unidas e com firmeza, os seus planos podem sair-lhe caros. Mas se não for o caso… Hoje, sonhei com Putin. Mas tinha um bigodinho ridículo que me fez lembrar alguém.

Quem tem razão? Teresa de Sousa que, no Público de anteontem, titulava “Putin já perdeu” ou todos os que acham que Putin jogou melhor e sentado em Moscovo acabou por concretizar o seu plano?

Diz a jornalista que sim, “os líderes europeus foram a Moscovo num esforço diplomático para evitar uma guerra na Europa. O problema é que foram lá dizer todos a mesma coisa – que estão unidos na mesma vontade de dissuadir Putin de invadir a Ucrânia, mas que não abdicam dos princípios… Sim, o exército russo é poderoso e ameaçador, mas o preço a pagar por uma invasão será imenso económica, diplomática e mesmo militarmente”.

Concordando com o raciocínio de Teresa de Sousa, devo confessar que o discurso de Putin, ontem à noite, me estarreceu. O delírio do personagem, real ou encenado, querendo convencer meio mundo de que a Rússia almeja reconstruir o império que se estilhaçou em 1991, torna-o uma ameaça maior do que eu suspeitava, capaz de enveredar por um caminho muito pouco racional e de contornos imprevisíveis.

Todavia, Teresa de Sousa não deixa de ter razão. Se as democracias enfrentarem o personagem, unidas e com firmeza, os seus planos podem sair-lhe caros. Mas se não for o caso… Hoje, sonhei com Putin. Mas tinha um bigodinho ridículo que me fez lembrar alguém.

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