“O importante é ser honesto”

Cronica de Opinião
Segunda-feira, 24 Outubro 2022
“O importante é ser honesto”
  • Caldeirinha Roma

 

 

Desde cedo que os meus Pais me ensinaram que o que fundamentalmente importava era a pessoa ser honesta e não tanto parecer. Diziam-me eles que, desde que se fosse sério, o restante viria por acréscimo. Parece que os nossos governantes resolveram inverter a celebre frase de Júlio Cesar,
tentando demonstrar, através de mil e um subterfúgios, que parecendo sérios se transformam em sérios. Todos sabemos que não é assim, uma pessoa que parece honesta pode não ser honesta.
Tentam, vários dos nossos governantes, convencer-nos, inclusivamente invocando pareceres da Procuradoria-Geral da República, que estão dentro da legalidade, no entanto essa legalidade vem duma Lei que, pelos vistos não regula as incompatibilidades, regula a legalização das incompatibilidades no exercício de cargo público.
Alias esta conclusão foi a que seguramente deu origem ao facto de SE o Senhor Presidente da República, com a sua formação jurídica de excelência e a sua reconhecida perspicácia política, tivesse enviado à Assembleia da República uma missiva de aconselhamento à alteração da Lei.
Mas não confundamos as coisas. O fundamental é ser honesto, não é parecer honesto. A honestidade não é um conceito que se possa instituir por decreto é um valor que se adquire através da nossa formação, que, conjuntamente com outros, devem fazer parte da nossa educação ética,
moral, cívica e social.
Estou certo de que os senhores governantes sabem, que nós sabemos, que não estão a proceder de acordo com esses valores que, devendo fazer parte da formação de todos nós, devem, por maioria de razão, ser farol essencial no desempenho diário das suas altas funções. Um dos atos mais sublimes
que podemos ter é a humildade do reconhecimento do erro.  Ao invés, os nossos governantes continuam refugiados na sua aureola de importância de mau governante. Quem não se norteia por estes valores não pode exercer funções para as quais não tem qualificação, por isso senhores
prevaricadores o único caminho seria a demissão, ato nobre que me obrigaria a retratar-me, com muito prazer, do errado juízo de valor que aqui estaria a fazer sobre este assunto.

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