O inenarrável!

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 29 Abril 2020
O inenarrável!
  • José Policarpo

 

 

Todos sabemos que a situação atual coloca muitíssimos problemas a todos, pessoas, instituições e empresas, nenhumas são exceção. Por isso, não é minha intenção servir-me deste drama coletivo para atacar quem quer que seja, muito menos tirando dividendos políticos. Mas na quinta-feira passada por motivos pessoais desloquei-me a pé à Horta das Figueiras e pude constatar o inenarrável.

Eu sei que, há muitos anos a esta parte, a cidade de Évora deixou de ser a cidade mais asseada do país. As razões são várias, porém, os últimos executivos camarários permitiram que assim acontecesse. Não sei se por incapacidade ou por desleixo. Se calhar, pelas duas razões.

O estado de emergência não obriga por completo à paralisação de todos os serviços prestados pelas empresas e instituições: há exceções. Como é óbvio, a higienização e a limpeza das cidades e vilas integram essas exceções. Na situação concreta, constatei que as ruas da cidade estão cheias de ervas, causando uma sensação de caos a quem nelas circula.

A presente situação a que todos fomos submetidos por este maldito vírus é causa da maior das revoltas; a nossa liberdade está restringida. Mas, quem lidera um executivo camarário, por maioria de razão, tem o dever de aligeirar essa medonha contrariedade. Proceder à limpeza de um concelho é um imperativo inegável.

Assim sendo, para obviar a sensação que todos temos de encarceramento coletivo, suplico encarecidamente ao município que envide todos os esforços no sentido de tornar a cidade mais aprazível. Se não for por motivos estéticos, que seja por razões de saúde pública. Muito obrigado.

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