O mundo está mesmo perigoso

Nota à la Minuta
Quarta-feira, 15 Fevereiro 2023
O mundo está mesmo perigoso
  • Alberto Magalhães

Se a globalização teve o mérito de tirar centenas de milhões de pessoas da miséria extrema, também permitiu a regimes totalitários, como o chinês, adoptarem uma atitude belicosa, disputando a supremacia geoestratégica dos EUA. Mas mais perigosa para a paz e o direito internacionais tem sido a carreira de Vladimir Putin. Tchetchenia e Georgia, Síria e Ucrânia sofreram, e ainda sofrem, com o imperial desprezo russo pela legalidade, pela vida e pelos direitos humanos.

As invasões da Ucrânia, primeiro em 2014, com a anexação da Crimeia, depois em 2022, com a tentativa falhada de submeter o país rapidamente e subsequente disposição para a destruição massiva de vidas e infraestruturas, demonstram bem a atitude de expansionismo imperialista do governo russo.

Algumas vozes no burgo questionam: o apoio do Ocidente à Ucrânia, com o fornecimento de armas cada vez mais sofisticadas, apenas servem para prolongar a guerra e o sofrimento dos ucranianos. Este questionamento suscita, imediatamente, uma pergunta: pode o Ocidente deixar a Rússia levar a Ucrânia à rendição? Ou, pelo menos, a aceitar a perda de uma parte considerável do seu território? A resposta, para mim óbvia, é: não, não pode. Tal como os Aliados não puderam, na 2ª Guerra Mundial, negociar a paz com Hitler.

Outra pergunta surge então, inevitável: pode a Ucrânia, mesmo com ajuda militar dos países da NATO, aguentar-se sozinha contra a Rússia, de modo que esta não ganhe a guerra? Os povos e dirigentes ocidentais têm a palavra.

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