O país e o faroeste

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 13 Dezembro 2017
O país e o faroeste
  • José Policarpo

 

A semana que terminou no passado sábado foi pródiga em notícias, que, no mínimo se podem considerar estranhas, muito estranhas. No que toca à política, tivemos a entrevista dada pela Catarina Martins do Bloco de Esquerda ao expresso na parte que, visou duramente o partido socialista, e, por outro lado, a posição do ex-líder do Bloco de Esquerda, Francisco Louçã, a propósito da possibilidade de uma nova bancarrota do país. Relativamente à sociedade em geral soubemos que existem no nosso país mais de um milhão de armas ilegais.

Ora, a coordenadora do bloco de esquerda afirmou que, o partido socialista, é “ permeável aos grandes interesses económicos”. Esta asserção só pode significar, digo eu, que este partido socialista, o que suporta o atual governo, faz cedências aos interesses económicos fora do interesse geral. Por isso, são no mínimo, cedências ilegítimas para Catarina Martins. Porém, há uma pergunta que se impõe fazer a esta líder partidária: Como é que o seu grupo parlamentar continua a apoiar a atual governação socialista? No âmbito das respostas sérias e coerentes, só uma poderá ter acolhimento. O mero tacticismo político-partidário.

Já a afirmação feita pelo Professor Louçã de que o país poderá estar a caminhar a passos largos para uma nova intervenção externa, temos que lhe perguntar se não houve conivência do seu partido nessa eventualidade. É que, tanto quanto me recordo, o bloco de esquerda, votou favoravelmente os três orçamentos de Estado propostos pelo governo de António Costa. Poderei até estar equivocado, mas parece-me que o Professor Louçã pretenda “sacudir a água do capote”. A breve trecho estaremos todos esclarecidos, bem esclarecidos, sobre as verdadeiras intenções dos Bloquistas, que, até poderão ser boas. Porém, face à narrativa conhecida, duvido que sejam. Pelo menos para o interesse geral do país.

Por último, a notícia de que existem mais de um milhão de armas ilegais no nosso país, quando cá residem cerca de dez milhões de pessoas, é por baixo, preocupante. Acresce a isto as notícias sobre mortes que têm ocorrido com o recurso a armas de fogo, que, aparentemente, inquietam a população. Por isso, o governo, em particular o MAI, ministério da administração internação, deverá encontrar uma solução para esta situação e, colocá-la, urgentemente, no terreno. Os portugueses agradecem, e, estou certo, que, também o exigem.

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