O PCP e a sua coerência

Nota à la Minuta
Quinta-feira, 21 Abril 2022
O PCP e a sua coerência
  • Alberto Magalhães

O PCP não participará numa sessão da Assembleia da República concebida para dar palco à instigação da escalada da guerra, contrária à construção do caminho para a paz, com a participação de alguém, como Volodimir Zelenskii, que personifica um poder xenófobo e belicista”, assim começou, ontem, a conferência de imprensa da líder parlamentar comunista, Paula Santos, que argumentou ainda que a sessão solene de hoje, não contribui para “um caminho de diálogo que promova o cessar-fogo e uma solução negociada do conflito”.

Claro que Paula Santos também fez questão de frisar que o PCP não tem nada a ver com o Governo russo e o seu Presidente”, antes pelo contrário, pois então. Bem, nove dias antes da invasão da Ucrânia pela Rússia, essa sim, uma verdadeira escalada guerreira, num comunicado bem a propósito, o PCP denunciava: “O PCP condena a escalada de confrontação promovida pelos EUA e a NATO contra a Rússia” o que, acusava, “constitui uma séria ameaça à paz”.

Por aqui se vê, indiscutivelmente, que desde a primeira hora o PCP é a favor da paz, que desde a primeira hora o PCP detectou o lado agressor, os EUA e a NATO, e topou bem o carácter xenófobo e belicista do Presidente ucraniano, que teima em não se render e em fazer render o seu povo, antes pede mais e mais armas aos aliados, calhando hoje a vez aos portugueses de terem de aturar a pedinchice do judeu-nazi.

Estou certo de que cada vez mais portugueses compreendem o tipo de coerência que o PCP faz gala em demonstrar.

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com