O povo mercenário e traidor

Nota à la Minuta
Quarta-feira, 14 Julho 2021
O povo mercenário e traidor
  • Alberto Magalhães

Nestes últimos dias, milhares de cubanos a soldo da CIA, têm tentado desestabilizar o país, manifestando-se em várias cidades com palavras de ordem provocatórias: em vez do célebre grito revolucionário “Pátria ou Morte”, gritam “Pátria e Vida”. Também ousam pedir “Liberdade”, como se ela lhes faltasse, gritar “Temos Fome”, quando alguns manifestantes denotam inclusivamente peso a mais, e “Abaixo a Ditadura”, numa descarada revolta contra o Poder Popular.

Para neutralizar esta rede montada pelo imperialismo americano, o presidente Miguel Diaz-Canel teve de cortar o acesso à Internet no país, reprimir fortemente os contra-revolucionários e apelar à mobilização do verdadeiro povo para combater nas ruas os arruaceiros e traidores.

Agora a sério, culpar o “bloqueio” americano pela situação na ilha, não parece muito adequado. Primeiro, porque o bloqueio não passa de um embargo económico e não impede os outros países do mundo (que votam na ONU contra esse embargo) de terem trocas comerciais com Cuba. Depois porque culpar os EUA da falta de liberdade no país é completamente absurdo. O Partido Comunista é a classe dirigente e privilegiada, que mantém à décadas o povo cubano à rédea curta, sem liberdades fundamentais minimamente asseguradas, como a reacção brutal às recentes manifestações não deixa, aliás, de atestar. O embargo americano, a que chamam “bloqueio” para dar ideia de um cerco de navios americanos à ilha, é apenas uma medida estúpida que fornece um conveniente “inimigo externo” à casta opressora e aos seus defensores que estão entre nós.

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