O que fica por explicar…

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 15 Dezembro 2017
O que fica por explicar…
  • Rui Mendes

 

Mais uma polémica. Desta vez aconteceu com uma IPSS.
O jornalismo concretizou, mais uma vez, o seu papel de fiscalizador, substituindo-se aos órgãos do Estado que deveriam ter cumprido essa função.
É o jornalismo que, volta não volta, traz para a praça pública casos que nos surpreendem e indignam.
O que é mais lamentável em todo este processo é a sensação com que todos ficámos de favorecimentos e comprometimentos, algo que não deveria acontecer numa democracia madura, como é aquela que pretendemos ser.
O problema é que quem recebe fundos públicos tem responsabilidades acrescidas na sua prestação de contas.
O que fomos assistindo esta semana é mau de mais para ser verdade.
O problema é que o que se disse e escreveu sobre o caso é mais do que suposto ser verdade.

O Estado parece sempre reagir a medo e de forma não comprometedora. Limita-se a mandar elaborar relatório ou a determinar uma auditoria.
É a forma mais expedita de empurrar o problema com a barriga, ganhando tempo para que o caso seja resolvido pelo tempo.
É como diz aquele provérbio popular “enquanto o pau vai e vem, folgam as costas”.
As Instituições Particulares de Solidariedade Social são essenciais à nossa sociedade, e não será por um ou outro caso de comportamentos incorrectos que as demais deverão ser confundidas, quer como são geridas, quer no insubstituível papel social que prestam.
Tanto mais que garantem funções que o próprio Estado não consegue assegurar.
Todos nós já teremos beneficiado do seu louvável trabalho.

Quanto à Raríssimas que continue a sua importante missão, porque terá sido para isso que foi criada, e que de uma forma célere se criem condições para que estabilize o seu funcionamento.

Contudo, ainda muito estará, ou ficará, por explicar…

Até para a semana
Rui Mendes

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