O risco em Évora

Nota à la Minuta
Quarta-feira, 18 Novembro 2020
O risco em Évora
  • Alberto Magalhães

 

 

Ontem, tentei inteirar-me da situação pandémica em Évora. Fui à página da DGS e percebi que, o habitual Relatório da Situação, nesta segunda-feira, dia 16, trazia finalmente, para todos os concelhos do país, o indicador escolhido para sinalizar a maior ou menor gravidade da situação, a saber, o número de casos novos detectados durante 14 dias (entre 28 de Outubro e 10 de Novembro), por 100 mil habitantes.

Seguindo a classificação do Centro Europeu de Prevenção e Controlo de Doenças, a DGS classificou os concelhos em cinco grupos, conforme o tal número, a que chamam de “incidência cumulativa a 14 dias”: 1. Abaixo de 20; 2. Entre 20 e 60; 3. Entre 60 e 120; 4. entre 120 e 240; 5. Igual ou superior a 240.

Foi este 5º grupo de concelhos que passou a ter medidas mais fortes, incluindo o confinamento aos sábados e domingos à tarde, que tantos protestos têm levantado. Agora repare: neste grupo tanto cabe Évora, com uma incidência cumulativa de 294 casos por 100 mil habitantes, como Guimarães, com 1886 /100 mil, ou como Paços de Ferreira com quase 3700 casos /100 mil habitantes.

Ou seja, Évora, concelho com 1300 km2 e 50 mil habitantes, ganhou em média dez infectados por dia, enquanto, por exemplo Guimarães, concelho com apenas 240 km2 e mais de 150 mil habitantes, terá ganho mais de 200 infectados por dia. Já Paços de Ferreira, com 56 mil habitantes em 71 Km2, terá tido, em média, cerca de 150 novos infectados.

Estará Évora situada na mesma zona de risco das outras duas cidades? Não me parece… e é bom que assim continue. Cumpramos as regras básicas à risca, mas sem pânico.

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