O XXII Governo

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 18 Outubro 2019
O XXII Governo
  • Rui Mendes

 

 

Esta semana foi-nos dado a conhecer o elenco do XXII Governo Constitucional.

Este Governo cresce em número de ministérios. Vamos ter 19 ministros e um Conselho de Ministros que será composto por 22 membros (o primeiro-ministro, mais 19 ministros e 2 secretários de Estado).

Pese embora tenha crescido em ministérios tem muito do anterior Governo.

Entram dois novos ministros que irão tutelar os ministérios da Coesão Territorial e o do Mar.

Todo o resto do elenco governativo ou se mantém ou, quando muito, assume um outro cargo, passando alguns secretários de Estado à posição de ministros.

Saídas temos três: Vieira da Silva (Trabalho e Segurança Social), Capoulas Santos (Agricultura) e Ana Paula Vitorino (Mar). Todos saem por diferentes razões.

António Costa mantém os ministros das áreas em que o Governo mais falhou (Saúde, Justiça, Segurança, Educação e Transportes), o que não augura nada de bom.

Promove a ministra a secretária de Estado que manteve a intransigência da negociação com os professores, assumindo esta a pasta da Modernização do Estado e da Administração Pública. O perfil demonstrado no anterior cargo leva-nos a acreditar que terá forte contestação.

Retirou peso ao Ministério da Agricultura

Deu maior importância ao Ministério da Economia.

Mudou de ministro no Ministério do Mar. Esperemos que finalmente se dê a importância devida às questões do mar, dos portos e das pescas. É importante para a economia do país valorizar estes sectores e não relega-los para planos secundários. Também porque Portugal tem a 3ª maior zona maritima europeia e uma importante localização geográfica atlântica.

Estamos expectantes para peceber como se fará a articulação entre as pastas do Planeamento, das Infraestruturas e da Habitação e a da Coesão Territorial.

Estamos também expectantes do trabalho que será feito pela ministra da Coesão Territorial. Os territórios de baixa densidades desde à muito que aspiram por politicas publicas que eliminem as enormes assimetrias que o país e as regiões possuem, que se promovam politicas que consigam a tão almejada coesão dos territórios. As medidas tomadas não tem tido os resultados que os habitantes destes territórios tanto esperam. Daí a expectativa pelo trabalho que este ministério irá desenvolver.

As políticas são importantes, mas mais ainda é conseguir-se atingir resultados. E se por vezes as politicas até têm objetivos positivos, já os resultados ficam muito aquém do que é esperado.

 

Até para a semana

 

Rui Mendes