Os aumentos de 2018

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 05 Janeiro 2018
Os aumentos de 2018
  • Rui Mendes

 

 

Iniciámos o ano de 2018 com o anúncio generalizado dos preços.
Grosso modo tudo irá subir.
Sobem os transportes, as portagens, os combustíveis, sobem inclusive os bens de primeira necessidade, tais como o pão e o leite.
Sobem os custos com a habitação, aumentando o valor dos arrendamentos.
Sobem também alguns dos impostos.
Sobe o imposto sobre produtos petrolíferos (ISP), imposto que brutaliza o preço final dos combustíveis.
Agrava-se o imposto sobre veículos (ISV) e o imposto único de circulação (IUC), fazendo recair novamente sobre o sector automóvel aumentos que irão gerar efeitos negativos no sector. Sector que, em particular, tem sido um dos abonos das receitas para o governo. E é fácil perceber porquê. Simplesmente porque os cidadãos não têm verdadeiramente a consciência da violência de impostos que pagam pela aquisição de um veiculo, ou pela titularidade de uma qualquer viatura.

E se sobem os preços existe uma perda do poder de compra dos portugueses, desde logo porque os salários, excluindo o SMN, não terão a devida actualização.
Cada ano que passa a inflação faz provocar a desvalorização dos salários. A esquerda que nos governa esquece a existência daquela relação.
As actualizações salariais resumem-se hoje ao aumento do salário mínimo nacional.
Cresce, ano após ano, o número de trabalhadores que aufere o SMN, nivelando-se por baixo a política salarial.
É uma visão estranha em que os pobres continuam necessitados, porque não deixam de ser remunerados por um baixo salário, e em que os outros reduzem paulatinamente o seu rendimento, em razão das taxas de inflação verificadas.
Quando este governo terminar o seu mandato haverá certamente uma percentagem substancial da população activa, superior a 25%, a ser remunerada pelo SMN. E este indicador não nos deve deixar satisfeitos, antes pelo contrário, é um sinal deveras preocupante.

Não deixam de ser estes os efeitos de uma governação pré-negociada, que retira dinâmicas ao mercado de trabalho, e terá as suas consequências, entre as quais a forte contenção salarial.

Votos de um bom ano. Até para a semana

Rui Mendes

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