Os massacres na Síria

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 23 Fevereiro 2018
Os massacres na Síria
  • Rui Mendes

 

Na Síria vive-se um estado de guerra que, com maior ou menor intensidade, tem arrasado o país, criado um estado de instabilidade na região que se repercute no mundo, para além de já ter registado mais de meio milhão de mortos, e resultando num enorme fluxo de refugiados que não dá sinais de parar, os quais têm sido acolhidos, na sua maioria, pela Jordânia e pela Europa.

O enclave Ghouta, situado a leste de Damasco, está desde os primeiros dias deste mês a ser sujeito a sucessivos ataques com consequências absolutamente dramáticas.

Nada escapa a estes ataques: civis, crianças, hospitais, escolas, tudo é simplesmente arrasado.

As imagens que nos são dadas a conhecer não só mostram a violência dos ataques, como também o desastre humanitário que está a acontecer.

A Síria é hoje um país completamente destruído. Será que não há nenhum líder mundial que consiga pôr termo a uma guerra que não tem fim.

O que tem sido noticiado não nos pode deixar indiferentes.

A comunicação social tem esta capacidade, de colocar ou retirar os assuntos da agenda. E a Síria, pelas piores razões, volta não volta, é notícia.

No passado fim-de-semana estive em Madrid, moderando um painel sobre Experiências e boas práticas na integração de imigrantes e refugiados, com representantes de quatro países europeus (Espanha, Itália, Polónia e Portugal), tendo sido apresentados projectos de sucesso na integração de imigrantes e refugiados.

Claro que na Europa de hoje haverá posições diferentes sobre a integração de refugiados. Contudo, muitos dos países europeus deram uma resposta positiva ao problema, ainda que com altos custos políticos.

Mas, enquanto as origens do problema não tiverem resolução, a integração dos refugiados será um problema mais difícil de resolver, porque a sua dimensão será cada vez maior.

Será problema que terá que ter respostas globais e a solidariedade dos povos.

E não se pense que o problema está longínquo e que não nos afecta. Pelo contrário, ele está mais perto de nós do que parece e tenderá a afectar todos.

Até para a semana

Rui Mendes

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