Os números da pandemia são opacos

Nota à la Minuta
Quinta-feira, 16 Abril 2020
Os números da pandemia são opacos
  • Alberto Magalhães

 

 

Quem pretender ter uma ideia da situação mundial quanto à progressão do coronavírus pode, entre outros, consultar o site de nome worldometers.info, onde se encontra muita informação por país e por data, incluindo a situação às zero horas de hoje. Porém, depressa perceberá que a ‘verdadeira’ situação é coisa misteriosa que, provavelmente, nunca será conhecida.

Vejamos alguns números, arredondados, para não pesarem muito. Portugal, com 1770 infectados por milhão de habitantes e 60 mortes, também por milhão, faz óptima figura se comparado com a Suíça (3050 casos e 143 mortes, sempre por milhão), ou ombreando com a Alemanha (1600 casos e 45 mortes). Apesar do presidente que têm, os números dos EUA, comparam bem com os portugueses (têm registados 1950 casos e 86 mortes), embora saibamos que o vírus já cá estava instalado quando lá chegou. Mas também já estava à solta em Espanha há um mês, quando cá chegou, o que não explica os 3860 casos e 400 mortes por milhão de espanhóis. O Canadá faz boa figura com apenas 750 infectados e 27 mortes (sempre por milhão). Mas até mesmo a estrela canadiana empalidece quando vemos os números, realmente impressionantes de outra, como direi, gama de países.

Rússia (168 casos e um morto) e Brasil (135 casos e 8 mortes), mas sobretudo a China, país onde nasceu o estafermo do vírus, onde ele se passeia há mais tempo e onde apenas se contam, dizem, 57 casos e duas mortes, por cada milhão de chineses. Perante este milagre, sim o verdadeiro milagre é chinês, como não haveria a OMS de elogiar o governo chinês?

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