Para ajudar à festa, Índia e Paquistão zangam-se de novo

Nota à la Minuta
Quarta-feira, 27 Fevereiro 2019
Para ajudar à festa, Índia e Paquistão zangam-se de novo
  • Alberto Magalhães

 

 

Enquanto na Venezuela a situação tende para a estagnação, que pode prenunciar grande borrasca, no Reino Unido, Jeremy Korbyn, líder do partido Trabalhista, finalmente, dignou-se pedir um segundo referendo sobre o Brexit, enquanto a primeira-ministra, Theresa May, ensaiava uma nova alternativa, também no sentido de maior racionalidade, pedindo ao Parlamento que escolha entre a saída sem acordo e o adiamento do Brexit, embora continuando a insistir que um acordo ainda é possível.

Enquanto isto, Donald Trump deslocou-se ao Vietname, para novo encontro com Kim Jong Un. Sem nada de mais palpável saído do primeiro encontro para além da travagem no ping-pong de insultos e ameaças, veremos se esta segunda cimeira vai além da proclamação de boas intenções e se Trump, para ficar bem no retrato, não brinda o ditador norte-coreano com inesperadas concessões.

Entretanto, a 14 de Fevereiro, um atentado na Caxemira indiana, que matou 44 polícias, atribuído a um grupo jihadista que luta pela integração de toda a região no Paquistão, arrefeceu – e muito – as relações entre este país e a Índia, que por sinal atravessavam um bom momento. Em retaliação, a Força Aérea indiana destruiu, ontem de madrugada, uma base de treino terrorista, situada bem dentro de território paquistanês e o Paquistão promete retaliar. Tratando-se de dois países com armas nucleares, a situação não é para brincadeiras.

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