Passaram 3 meses dos atentados do Hamas

Crónica de Opinião
Terça-feira, 16 Janeiro 2024
Passaram 3 meses dos atentados do Hamas
  • Capoulas Santos

Passaram pouco mais de 3 meses desde que fomos surpreendidos, em 7 de outubro do ano passado, pelas notícias que davam conta dos terríveis atentados do Hamas.
Foram atos de brutalidade indiscritível contra civis: assassinatos, violações, raptos, que atingiram indiscriminadamente mulheres, crianças, adultos e idosos, violando todas as regras dos direitos humanos e que nenhuma causa política pode, em qualquer circunstância, jamais justificar.
A reação israelita, como era expectável, não se fez esperar, e, invocando o legitimo direito de defesa, invadiu o território palestino, atacando alvos civis, destruindo casas e equipamentos sociais, provocando deslocações em massa de populações, privando-as de bens essenciais desde alimentação à energia e, sobretudo, provocando milhares de mortos e feridos, incluindo um elevado número de crianças.
Perante esta gigantesca catástrofe humanitária, como tem reagido a comunidade internacional, sobretudo aquela que se apregoa como suprema defensora dos direitos humanos e do respeito pelo direito internacional, onde se incluem as chamadas “leis da guerra”?
Pouco, muito pouco, diria mesmo, quase nada, com as honrosas exceções do Secretário-geral da ONU, António Guterres, e do Alto Representante para as relações Externas da EU, Joseph Borrel.
Como pode o chamado “mundo ocidental”, que se ergueu, e bem, em uníssono, contra a criminosa invasão russa da Ucrânia, permanecer quase em silêncio perante semelhante tragédia?
Como podem as opiniões publicas, e, particularmente, a americana, exigirem tão pouco dos seus governos, e não os pressionar mais para uma ação enérgica que ponha fim ao morticínio, que já quase nos habituámos ver entrar, diariamente, nas nossas casas.
Não! Não se trata de ignorar a ação criminosa do Hamas, ou de não a condenar sem hesitação.
Trata-se, apenas, de impedir que, pelo silêncio, pactuemos com a aplicação da Lei de Talião: olho por olho, dente por dente, que é o que o governo de extrema direita de Israel e as forças armadas deste país estão a fazer, com requintes de malvadez, há mais de 3 meses, na Faixa de Gaza.

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