Pompa e circunstância

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 16 Janeiro 2019
Pompa e circunstância
  • José Policarpo

 

 

Sexta-feira passada tivemos um anormal condicionamento do tráfego na nossa cidade, provocado pelo fluxo ministerial. O primeiro ministro de Portugal e o seu séquito deslocaram-se a Évora para anunciar com pompa e circunstância a construção do novo Hospital Central de Évora. Uma boa noticia para Évora e para o Alentejo.

Na verdade, é uma reivindicação de há muito feita pelos eborenses, e, nomeadamente, pelos profissionais de saúde que trabalharam e trabalham no hospital do espírito santo. Este hospital está, como todos sabemos e conhecemos, separado por uma avenida que também serve o trânsito dos veículos pesados de mercadorias que utilizam o IP2 no sentido norte/sul e no inverso, também. Por si só seria uma situação que há muito tempo devia ter sido resolvida e este governo que tomou posse há mais de três anos só agora é que a elenca como prioritária.

Há outros motivos segundo os técnicos de saúde que suscitam a necessidade de um novo hospital, como, por exemplo, a atual incapacidade de fornecer outros cuidados de saúde e a antiguidade da construção da parte que está afeta ao espírito santo. Eu próprio que não sou velho, aí nasci na década de sessenta.

Ora, o hospital central do Alentejo sairá de um local onde nunca devia ter estado, separado por uma avenida com muito trânsito e nalguns casos de mercadorias perigosas, é de facto uma boa notícia. Porém, só está prevista a sua inauguração no ano de 2023, daqui a pelo menos quatro anos. Será que a pompa e a circunstância do anúncio eram necessárias?

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