População portuguesa mais pobre

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 21 Outubro 2022
População portuguesa mais pobre
  • Rui Mendes

 

O Jornal “Diário de Notícias”, na sua edição do passado dia 17, apresentou-se com a seguinte manchete:

“População portuguesa está mais pobre e a ficar para trás”

Este título é o resultado de estudo da PORDATA que conclui que Portugal foi económica e socialmente bastante afetado pela pandemia.

Entre 2019 e 2020 Portugal recuou em três dos indicadores mais relevantes:

  • na percentagem de população em risco de pobreza ou exclusão social, aumentou 12,5%;
  • na taxa de risco de pobreza;
  • na desigualdade na distribuição do rendimento.

Portugal é o 2º país, de entre os 27, com o maior número de pessoas a viver em habitações com más condições materiais.

Somos um país com uma significativa parte da sua população a viver em pobreza ou com baixos rendimentos, o correspondente a 18,4% da população.

Portugal possuía 1,9 milhões de pessoas, já considerando as transferências sociais, a viver em situação de pobreza ou com baixos rendimentos, número esse que aumenta para 4,4 milhões se retirarmos os apoios sociais.

A perda de rendimento também é um dado relevante. Precisamente por perda de rendimento o número de pessoas que passou a integrar o grupo dos pobres ou com baixos rendimentos cresceu de forma expressiva, mais de 200 mil pessoas.

2021 também não terá sido um ano positivo em matéria social.

O certo é que a pandemia afetou toda a Europa, mas a sua marca em Portugal é bem mais dura do que nos restantes países.

Somos um país demasiadamente dependente, as dependências têm o seu custo. Estamos sempre esperando que outros resolvam os problemas ou que nos digam como fazer. Durante a pandemia, se bem se lembram, aconteceu assim tantas e tantas vezes.

Os efeitos da pandemia ainda não terminaram, como ainda estão por sentir alguns dos efeitos da inflação ou dos custos da guerra, efeitos que serão ainda mais dramáticos num país de pobres como é aquele em que vivemos, sem que se sintam verdadeiramente políticas públicas que afrontem o problema, consequentemente a população portuguesa está mais pobre e a ficar para trás.

 

Até para a semana

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