Portugal – Balanço do ano 2020

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 18 Dezembro 2020
Portugal – Balanço do ano 2020
  • Rui Mendes

 

 

Esta será a última crónica de 2020. Como tal faremos uma retrospetiva do ano que está praticamente a terminar.

2020 foi o ano “Covid”. A doença espalhou-se, transformou-se em pandemia, e mudou o mundo. A vida das pessoas em 2020 foi bem diferente.

Portugal fica marcado por um conjunto de acontecimentos que certamente terão repercussões futuras.

Instalou-se novamente uma crise financeira resultante da pandemia. Em boa verdade ainda não tínhamos saído da anterior e já estamos no centro de uma outra. Como resultado os problemas sociais tendem a agravar-se, todos os dias nos apercebemos do seu crescimento.

Os portugueses estão economicamente mais pobres e socialmente mais frágeis.

Foi o ano em que aconteceu a morte de um cidadão ucraniano quando este estava entregue às autoridades portuguesas, caso que tem indignado todos e que, por virtude do relatório da autópsia, se percebeu da gravidade do que se terá passado. Parece que em matéria de direitos humanos ainda temos caminho a percorrer. Há práticas que são inadmissíveis, pelo que todos os responsáveis pelo que aconteceu devem responder por isso. Este caso certamente irá prolongar-se por 2021.

Foi o ano em que, mais uma vez, o Estado assumiu o controle de empresas sem avaliar os compromissos financeiros que, consequentemente, também estava a assumir, casos da TAP e da Efacec. São decisões que marcarão a “vida” deste Governo, e que nos próximos anos nos serão apresentadas as faturas destas resoluções. Já sabemos que assim será.

Foi o ano em que houve mudança de Governo nos Açores, em que ficámos cientes que ganhar eleições não é sinónimo de ganhar a governação. Os Açores vieram em 2020 dar esperança ao centro-direita.

Foi o ano em que vivemos confinados, com restrições, mas sempre com a pandemia como inquietação.

2020 veio mostrar a qualidade dos profissionais de saúde que existem em Portugal, competentes e dedicados, souberam representar exemplarmente as classes profissionais em que se integram, pelo que aqui fica o registo de reconhecimento.

Foi o ano em que as fragilidades do Governo têm sucedido umas atrás das outras.

Foi o ano em que o país foi posto à prova, e que muitos setores da nossa economia mostraram a sua fibra e a sua resiliência.

2020 foi assim.

E porque o ano está a terminar, chegou o período natalício.

Este será um Natal diferente porque vivemos um ano diferente.

Estamos novamente a passar por um período com registos elevados de novos infetados, de muitos internamentos, e de elevado número de mortes.

Os avisos não têm faltado, principalmente vindos da comunidade médica, para que o Natal seja comemorado em contenção.

Acima de tudo pede-se bom senso e a manutenção das regras definidas pela DGS, para que o período festivo do Natal não traga mais tarde as tristezas que advêm do aumento de casos de infetados com a Covid-19.

Vamos para o sétimo estado de emergência, quer isto dizer, que vivemos um ano de 2020 em quase permanente estado de emergência.

 

Tenhamos esperança em 2021 porque este, felizmente, já está no seu fim.

 

Um Santo e Feliz Natal para todos

Até 2021

 

Rui Mendes

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