Precaução ou paranóia?

Nota à la Minuta
Terça-feira, 28 Dezembro 2021
Precaução ou paranóia?
  • Alberto Magalhães

No Natal de 2020, Portugal tinha cerca de 160 mil pessoas em isolamento profiláctico. No passado domingo, segundo o Público, eram 233 mil. Na véspera de Natal, segundo a agência Lusa, a variante Ómicron representava já 62% dos casos detectados no país e a vacinação de reforço atingia 25% da população. Sabemos também que o rastreio das linhas de contágio não dá, como nunca deu, conta do recado. É quase certo que entre um terço e metade das infecções não chegam às estatísticas oficiais. Nos internamentos hospitalares, a percentagem de pessoas não-vacinadas “tem aumentado nos últimos meses”, sendo claramente a maioria. Nas UCI, ainda mais. Felizmente, o número de casos graves e de mortes não tem acompanhado o aumento galopante do número de infecções. Estes são alguns factos que nos mostram:

Primeiro, que a vacinação, não evitando totalmente as infecções e contágios, é o grande protector contra as formas graves de Covid-19. Urge, pois, vacinar, vacinar, vacinar. Sobretudo os grupos de maior risco, como os mais idosos e os imunodeprimidos. Com a dose de reforço, claro está.

Segundo, que a variante Ómicron é mesmo muito mais contagiosa e claramente menos agressiva que as anteriores. Logo, talvez seja preciso repensar toda esta paranóia de isolamentos, de testes para almoçar fora e ir ao cinema, calcule-se. Com as escolas de novo fechadas e o convívio juvenil, novamente, na clandestinidade. Eu sei que, alegadamente, é só até dia 9 de Janeiro. Mas se as televisões continuam a mostrar, constantemente, o número de infecções a subir, receio bem que grande parte da população se recuse a sair de casa para ir votar no dia 30.

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