Prémio Camões para Chico Buarque e Brexit

Nota à la Minuta
Quinta-feira, 23 Maio 2019
Prémio Camões para Chico Buarque e Brexit
  • Alberto Magalhães

 

 

Começo com uma nota sobre a atribuição do Prémio Camões 2019 a Chico Buarque de Holanda. Era eu adolescente, quando A Banda começou a passar na telefonia lá de casa, para agrado de miúdos e adultos. Depois disso A Rita levou meu sorriso, a Madalena foi pró mar, foi o Pedro Pedreiro, a Vida e Morte Severina, a Rosa dos Ventos, o Malandro, a Construção, a Bárbara, o Fado Tropical, o Cálice, a Joana Francesa, a Geni e o Zepelim, e tantas, tantas outras canções – poesias – que poderia continuar a citar de cabeça, e que exaltam a língua portuguesa na versão além-atlântica. Para não falar dos seus romances.

Passemos agora a coisas menos felizes. Theresa May, que tem estado, aparentemente, muito sossegada, ontem resolveu dar de novo nas vistas. Foi ao Parlamento e disse, pelo que eu percebi, qualquer coisa como isto: aqui trago, pela quarta vez, o acordo de saída que estabeleci com União Europeia. Se desta vez o aprovarem, comprometo-me a deixar-vos votar se querem ou não deixar o povo referendá-lo. Aparentemente, a única consequência desta proposta bizarra, foi ver-se May espicaçada e empurrada, pelos seus correlegionários, para se demitir de vez, que já ninguém a pode aturar.

Entretanto, Farage e o seu partido do Brexit, goza um triunfo anunciado, enquanto o trabalhista Corbin, por culpa própria, não vai aproveitar o voto dos que querem permanecer na UE.