Prossegue o aumento do emprego público

Sexta-feira, 20 Maio 2022
Prossegue o aumento do emprego público

 

Voltamos esta semana a uma matéria que por várias vezes já abordámos. Referimo-nos ao constante aumento do emprego no setor das administrações públicas.

Em fevereiro dizíamos, com base na Síntese Estatística de Emprego Público (SEEP) divulgada trimestralmente pela Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP), que o emprego no sector das administrações públicas, em 31 de dezembro de 2021, totalizava 733 495 trabalhadores.

Passados 3 meses, em 31 de março de 2022, o setor emprega um total de 741 288 pessoas. É um crescimento que se vem pronunciando desde 2015.

Esta tendência de crescimento da máquina do Estado, por via do aumento do emprego público, vem acontecendo desde que António Costa assumiu a governação do país. Pelo que já não será uma novidade, nem será algo que deveríamos estranhar.

Ainda assim, terá que haver um momento em que esta tendência terá que ser quebrada. Não será possível recrutar e aumentar o emprego público por um tempo sem fim.

Primeiro porque não haverá essa necessidade.

Segundo porque este aumento de emprego tem como consequência direta o aumento da despesa primária do Estado. E quando se aumentam os encargos terá que se assegurar receita para suportar essa despesa. Todos sabemos quais as fontes de receita do Estado e quem, de uma forma ou de outra, irá suportar estes novos custos.

Quanto às necessidades de mais trabalhadores para os diferentes organismos da administração pública, a coisa será altamente discutível. Quem quer uma administração melhor gerida e com maior eficiência não verá essa necessidade.

Quanto à opção de fazer crescer a despesa primária do Estado é algo ainda mais errático. É somar despesa onde deveríamos estar a reduzir.

Enquanto as nossas “apostas” nos últimos anos tem sido neste sentido, e muitos concordarão que a administração pública de hoje não funcionará melhor, o Governo do Reino Unido está a avaliar reduções na sua administração pública, para eliminar duplicação de funções, reduzir custos e gerar economias.

Bem sabemos que são Governos com uma visão diferente, talvez por isso é que Portugal é cada vez mais dependente e o Reino Unido não. E talvez por isso é que o Reino Unido é um dos países que cativa uma parte importante dos nossos jovens, que veem ali o que não veem em Portugal.

 

Até para a semana

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