Quando as boas notícias não são nossas!

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 01 Fevereiro 2017
Quando as boas notícias não são nossas!
  • José Policarpo

 

 

Uma rádio local sediada no nosso distrito noticiou que vários municípios do distrito de Évora pagam a fornecedores num prazo superior a sessenta dias. O município de Évora figura nesse prestigiado ranking. A mesma rádio identifica como fonte desta notícia, a direção geral das autarquias locais, por isso, este número é oficial.

Na verdade, há muito que sabíamos que o município de Évora é um péssimo pagador. Houve alturas, e, não há muito tempo, em que o prazo médio de pagamentos a fornecedores, andava muito perto dos dois anos. Porém, a informação noticiada pelo Senhor Presidente em que refere que a Câmara de Évora não tem dívidas a fornecedores, foi desmentida pela tutela. De duas, uma: A DGAL tem informação desatualizada, ou a Câmara de Évora, passou cá para fora uma informação incorreta. Assim, ambas as instituições têm o dever de repor a verdade.

Infelizmente, para os agentes económicos os incumprimentos são geradores de problemas das suas tesourarias. Na atual situação em que a obtenção de crédito está dificultada, quanto maior for o atraso nos pagamentos, pior será a saúde financeira dos prestadores de serviços ou dos fornecedores de bens. Por isso, a câmara municipal tem o dever de prover a esta situação, se ainda não fez, terá de o fazer.

Dito isto, a economia local necessita de uma câmara municipal bem gerida e com as suas contas em dias. De contrário, como agente económico de peso na economia local, passa de parceira, a cangalheira.

Como nota final, sem deixar de reconhecer uma certa melhoria na atual gestão financeira do município, até porque os números expressam essa realidade, o facto relevante que contribuiu para esta melhoria está no aumento dos impostos sobre os eborenses. E, o IMI teve um peso positivo na ainda muito debilita saúde financeira do município.

Ora, a câmara municipal de Évora arrecadou nove milhões de euros em receita fiscal com origem nos impostos pagos pelos eborenses, no de ano 2013. Diretos e indiretos. No ano de 2016 esta receita passou para quase 13 milhões de euros. Uma subida de 30%. Assim é muito fácil de dar boas notícias.

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