Queda do governo em Espanha e anedota em Portugal

Nota à la Minuta
Quinta-feira, 14 Fevereiro 2019
Queda do governo em Espanha e anedota em Portugal
  • Alberto Magalhães

 

 

Ontem, em Espanha, o que era previsível aconteceu: os independentistas catalães uniram-se ao centro-direita (Cidadãos), à direita (Partido Popular) e à extrema-direita (Vox), para chumbar o Orçamento do governo socialista, provocando a sua queda e a realização de eleições antecipadas. Delas sairá, com grande probabilidade, uma geringonça de direita. Donde se conclui que os independentistas catalães procuram o martírio, jogando na táctica do ‘quanto pior melhor’.

Ontem, o Professor Manuel Lopes, que deixou a direcção da Escola de Enfermagem de Évora para, a convite do anterior ministro da Saúde, coordenar a implantação da rede de Cuidados Continuados, explicou, na Comissão de Saúde da Assembleia da República, por que motivo decidiu abandonar o cargo, em novembro passado, quando lhe faltava apenas um mês para o fim do mandato: não a nova ministra, que lhe pediu para continuar o trabalho, mas a secretária de Estado, retirou-lhe autorização para se deslocar no seu automóvel. Repare-se que não lhe retirou motorista, ou viatura oficial. Quis simplesmente deixar de lhe pagar o combustível e obrigá-lo a deslocar-se pelo país em transportes públicos.

Sabendo eu da enorme competência e dedicação à causa do Professor Manuel Lopes, só me ocorre dizer: parece anedota.

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