Ranking de competitividade

Sexta-feira, 17 Junho 2022
Ranking de competitividade

 

Esta semana foi divulgado o ranking de competitividade mundial do Institute for Management Development (IMD). Portugal desce 6 posições relativamente ao ano anterior, passando a estar colocado na 42ª posição de um ranking que avalia apenas 63 economias.

É negativo perder posições em qualquer ranking de competitividade, porque estes comparam as performances das economias dos países, e se Portugal perde posições é porque outros as ganharam. Dito de outra forma, é porque outros conseguiram melhorar onde Portugal não conseguiu.

Portugal perde posições em alguns indicadores como o desempenho económico, a eficiência governativa, a eficiência empresarial ou as infraestruturas. Não se estranha estas perdas conhecendo o ambiente económico português, onde persiste, quando não se agrava, a elevada carga fiscal, regras fiscais que são alteradas com frequência, originando uma política fiscal pouco amiga da economia, com a burocracia ainda a ser suficientemente sentida em muitos setores, onde a morosidade processual ainda tem expressão, onde persiste um sistema judicial que carece muito de ser mais eficiente, e onde as reformas vão sendo adiadas, onde não se consegue reter uma parte dos jovens quadros que o país forma, perdendo pessoas fundamentais para criar dinâmica e inovação em muitos setores da economia.

As posições onde regista performances mais favoráveis são no contexto social, na educação e nas infraestruturas científicas. São áreas onde reconhecidamente o país tem sabido desenvolver-se e apresentar resultados. Áreas onde o reconhecimento externo também avalia mais positivamente o país.

Ainda que as previsões do crescimento do PIB português para 2022 sejam bastante positivas, é suposto que nos anos seguintes (2023 e 2024) esse crescimento seja reduzido, pelo que terá que se melhorar bastante mais na competitividade do país. Esse será o caminho mais avisado para que futuramente possamos ter níveis de crescimento económico mais sustentados.

Portugal é uma pequena economia aberta ao exterior, pelo que está sujeita a todos os impactos externos que possam surgir, os quais influenciam nas prioridades, pelo que saber viver neste ambiente não é mais do que conseguir melhorar na produtividade e na competitividade económica para estarmos melhor preparados para os embates.

Os países mais competitivos são aqueles que melhor conseguem eficiência governativa e eficiência empresarial, precisamente onde, neste ranking, Portugal tem das mais baixas avaliações.

Não vale a pena passar sempre a mensagem que estamos sempre entre os primeiros, porque por muito que isso se repita não se traduz na realidade. O importante é que se saiba aplicar no tempo certo as reformas certas, algo que tem tardado em acontecer.

 

Até para a semana

 

 

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