Regras absurdas

Nota à la Minuta
Quarta-feira, 13 Maio 2020
Regras absurdas
  • Alberto Magalhães

 

 

Ontem, o Santuário de Fátima esteve praticamente vazio. O 13 de Maio, na Cova da Iria, o maior acontecimento religioso do país, foi exemplarmente celebrado, sem que a hierarquia católica se deixasse seduzir pelos cantos de sereia, que a queriam atrair para conveniente e incauto contraponto ao 1º de Maio da CGTP.

Menos coerente, continua a ser a DGS. Se na questão do uso de máscara, o argumento para a não recomendação era “seguimos a orientação da OMS”, em relação às parturientes infectadas com a covid-19, as recomendações da OMS já podem ser sumariamente desprezadas. As normas da DGS permitem aos hospitais separar o bebé da mãe, logo após o parto, perturbando desnecessariamente o processo de vinculação primordial entre os dois, e aconselham, erradamente, a extrair o leite materno e deitá-lo cano abaixo, impedindo a doação de anti-corpos maternos ao bebé, incluindo os que combatem o coronavírus. As normas têm a data de 30 de Março. A 10 de Abril, a revista Sábado, informava que a Dr.ª Graça Freitas, admitia estar para breve a revisão destas duas normas (47ª e 48ª). Mais de um mês depois, não descubro a putativa revisão.

Ainda mais absurdas são as orientações para as creches que abrirão no dia 18. Camas distanciadas de 2 m; crianças sempre à distância de 2 m umas das outras; cada uma brinca e “trabalha” com o seu material… Isto para infantes com menos de TRÊS anos.

Das duas uma, ou é estupidez ou má fé. Inclino-me para a segunda hipótese. Se algo correr mal, será fácil lavar as mãozinhas como Pilatos e dizer que a culpa é da direcção da creche, que não cumpriu a distância entre camas, ou que a culpada é a educadora, que deixou as crianças babarem-se umas às outras. Felizmente, aquilo que diz o bom senso é que as crianças estão quase completamente imunes ao coronavírus e tudo vai correr bem.

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