Revolte-se Jorge

Nota à la Minuta
Quarta-feira, 20 Abril 2022
Revolte-se Jorge
  • Alberto Magalhães

 

 

Não será a primeira nem a segunda vez que me insurjo contra a continuada obrigatoriedade do uso de máscara nas salas de aula. Mas também sei que existem muitas pessoas que acham prudente a teimosia da DGS e, por isso, aproveito a nota de imprensa ontem divulgada pelo Conselho Nacional de Saúde, orgão consultivo do Governo.

O Conselho refere que “vê com apreensão a insistência” no uso de máscara “no contexto de escolas e creches”, considerando que a máscara, nesta altura, se deve restringir a outros contextos como serviços de saúde e lares de idosos. Também o seu presidente, o epidemiologista Henrique de Barros, em entrevista concedida ao Público de hoje, alerta (e cito): “hoje sabemos que a utilização da máscara tem impactos na aprendizagem, na socialização, em momentos críticos do desenvolvimento das crianças [….] As desvantagens em relação ao presente e os efeitos de médio e longo prazo são muito maiores do que as vantagens que podemos retirar do seu uso nas escolas”.

Entretanto, enquanto o presidente da Associação Nacional de Directores de Escolas, Filinto Lima, parece já ter percebido o disparate de termos adultos nas discotecas sem máscara e crianças na escola primária que nunca viram a cara da professora, temos como presidente da Confederação Nacional das Associações de Pais, um tal de Jorge Ascenção, fã incondicional da Dr.ª Graça, que se limita a dizer: “temos de confiar no que dizem as autoridades de saúde”. Mas eu pergunto: – também confiou quando ela repetiu à exaustão que a máscara era inútil e prejudicial? Revolte-se Jorge e seja pai.

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