Saldo eleitoral

Sexta-feira, 01 Outubro 2021
Saldo eleitoral

 

 

Passaram quatro dias desde o dia das eleições autárquicas, pelo que muito já foi dito sobre os resultados eleitorais.

Ainda assim, numa leitura simplista aos resultados assistiu-se a um recuo dos partidos de esquerda, PS e PCP, sendo que ambos apresentam um saldo negativo em câmaras ganhas face a 2017, com os socialistas a perderem câmaras de capital importância, em particular Lisboa, Coimbra, Funchal e Ponta Delgada, e os comunistas mantendo a tendência de fortes perdas.

Os partidos do centro-direita, sociais-democratas e democratas-cristãos, ganharam com estas eleições mais câmaras face ao que haviam ganho em 2017, governando a larga maioria das capitais de distrito, e ganharam também uma nova confiança.

As coligações do centro-direita venceram nos concelhos mais simbólicos, quer do continente, quer das regiões autónomas, em cidades como Lisboa, Aveiro, Braga, Coimbra, Faro, Funchal, Portalegre e Viseu.

Existe uma leitura nacional a retirar destas eleições que resulta do envolvimento de António Costa na campanha, o qual percorreu os concelhos em função de interesses socialistas, prometendo infraestruturas, com claros objetivos eleitorais. Assim procedeu em Coimbra ou em Viseu em claro aproveitamento político. Por isso não deixa de ser um dos fragilizados da noite eleitoral.

O distrito de Évora foi aquele em que se registaram mais alterações, tendo oito câmaras mudado de cor política, alguns destes concelhos mantinham a mesma força política a governar desde 1976.

No distrito de Évora, registaram-se ganhos importantes para o centro-direita, aumentou 6002 votos relativamente a 2017, subindo de votação em onze dos catorze concelhos, ganhando 4 câmaras, 3 delas em coligação (Mourão, Redondo e Vila Viçosa), todas com maiorias absolutas nos executivos camarários, o que revela que existia uma forte vontade de mudança.

O povo pronunciou-se. Disse quem deve governar os territórios e definiu-lhe as condições, se em maioria ou se de outra forma.

Quem ganhou cabe-lhe governar. Quem não ganhou terá que saber construir em oposição. Sem se vincular a projetos que não são seus, aprovando as propostas que possam ter aprovação, permitindo, dentro do possível, criar condições de governabilidade. Mas nunca esquecendo o seu ADN político, que é o ADN dos seus eleitores.

Nas câmaras em que ainda não foi possível ganhar o centro-direita terá que aguardar pelo momento em que o povo lhe dê esse voto de confiança. E como diz o povo, quem espera sempre alcança. É tudo uma questão de tempo e de trabalho.

 

Até para a semana

 

 

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