Senhor Primeiro-ministro ponha mão nos seus Ministros

Crónica de Opinião
Segunda-feira, 28 Novembro 2022
Senhor Primeiro-ministro ponha mão nos seus Ministros
  • Luís Caldeirinha Roma

 

 

Há umas semanas atras todos os meios de comunicação em Portugal difundiram, com grande
destaque, a greve que foi levada a cabo por um conjunto de estudantes duma escola da Capital.
Foi divulgada que a greve teria por finalidade chamar a atenção do Governo para a falta de
medidas no que respeita ao processo de descarbonização. Decorridos dois ou três dias de
espectaculo os grevistas indicaram os seus representantes para falarem sobre as razões e
objectivos a alcançar com a acção. Desilusão das desilusões. Ficámos a saber que, alem de
apelidarem o Senhor Ministro da Economia de criminoso, o que revela que, na formação dos
jovens de hoje não faz parte a educação, os fedelhos não faziam a mínima ideia do assunto que
estariam, supostamente, a querer defender. Uma coisa parecida à triste figura que a pretensiosa
“ambientalista” sueca Greta (qualquer coisa) fez quando se arvorou em mandataria dos jovens
para defender o planeta das agressões a que diariamente está sujeito. Viu-se nas poucas
entrevistas que deu, imediatamente proibidas, a fraqueza da consistência das ideias que tentava
propagar.
Poucas pessoas hoje terão dúvidas de que é necessário continuar a tomar medidas para não
“esgotarmos” o nosso mundo. Mas é degradante que estes jovens, ao invés de se informarem e
discernirem sobre estes assuntos, para poderem, com propriedade, ter as suas opiniões bem
sustentadas sobre este ou outros temas que interessam na construção do seu futuro, onde a
sua participação é fundamental, permitam transformar-se em marionetas de politiquices, não
passando de ignorantes badamecos que nem papaguear sabem aquilo que lhes é dito.
Mas sobretudo preocupante é vermos a triste figura que o Senhor Pedro Nuno Santos, com as
responsabilidades políticas que tem, na tentativa de se posicionar politicamente ao lado duma
causa defendida pelos jovens, sem saber quais eram as suas razões, ter vindo a terreiro declarar
a sua compreensão e solidariedade para com os grevistas. Um Ministro que apoia pessoas sem
a mínima ideia das causas e convicções que defendem, somente para ser politicamente correcto,
não pode ter, seguramente, capacidade para desempenhar as funções inerentes ao alto cargo
que ocupa, muito menos quando o principal objectivo dos grevistas era insultar grosseiramente
um dos seus colegas de Governo.

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