Será que tudo vai bem?

Crónica de Opinião
Sexta-feira, 24 Março 2017
Será que tudo vai bem?
  • Rui Mendes

 

 

A agência financeira Standart & Poor´s manteve o rating português em BB+, ou “lixo”, e com perspectiva estável, ou seja, é o mesmo que dizer que esta notação será para manter, sustentando essa sua notação com os riscos da banca e com o elevado endividamento do país.

As demais agências de rating, Moody´s e Fitch, quando o fizeram também não alteraram as suas notações.

Até aquela que tem mantido o rating português mais elevado, a canadiana DBRS, também não alterou o rating do país.

Ora, se todas as agências mantêm o nosso rating com avaliação tão baixa, teremos que aceitar que o país continua com um conjunto de problemas estruturais por resolver, porque naturalmente se os actuais indicadores fossem assim tão positivos, Portugal teria melhores apreciações pelas agências de rating.

Mas as apreensões não se limitam às agências de rating, a presidente do Conselho de Finanças Públicas, e mais recentemente o ministro das finanças alemão, só para citar alguns nomes, também vieram levantar algumas suspeitas sobre o estado financeiro do país.

E não será por criticar estas posições que se resolverão os problemas, ou que veremos melhorar o estado económico-financeiro do país.

A melhor maneira de não estarmos sujeitos a este tipo de desconfianças é resolver os problemas. E resolver é fazer com que eles deixem de existir, porque enquanto subsistirem, quer queiramos quer não, estaremos sempre sujeitos a apreciações menos positivas.

E neste espaço de avaliações das agências estará alguma da percepção real do estado em que Portugal se encontra financeiramente, e de qual o verdadeiro estado da economia portuguesa.

Portugal é uma economia de mercado e aplicam-se-lhe as regras que se aplicam aos países que integram estas economias.

Portugal integra a zona euro e o facto de estar na moeda única não é um custo para o país. O euro, enquanto moeda forte, também protege a economia portuguesa, garante poder de compra e protege o valor dos bens materiais.

O problema não está no facto de integrarmos a zona euro, o problema está mesmo na nossa economia e na necessidade de lhe dar maior competitividade e mais resistência.

O certo é que internamente, julgo só o ouvir internamente, vamos ouvindo o discurso do tudo vai bem.

Mas será que tudo vai bem?

Até para a semana

Rui Mendes

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