Solidariedade europeia

Sexta-feira, 11 Março 2022
Solidariedade europeia

 

A invasão do território ucraniano por parte do exército russo tem sido devastadora. Ainda que os ucranianos estejam a resistir para que os russos não lhes ocupem a sua terra, o poderio militar russo não tem qualquer misericórdia e vai deixando uma marca de destruição que não será esquecida por muitos e muitos anos.

Esta guerra é algo absolutamente injustificável, incompreensível e imperdoável.

Assistimos diariamente a um país a ser destruído e a um povo a ser vítima de um líder que sofrerá de total irracionalidade, porque não é possível assistir à desgraça do povo ucraniano e manter a mesma atitude, continuar com a destruição.

Estas duas semanas foram duras, difíceis para todo o povo ucraniano, mas também para todos os povos europeus. Certamente que os níveis de sofrimento não serão os mesmos. Mas a reprovação pela invasão e a solidariedade para com os ucranianos será algo transversal a todos os povos europeus ocidentais.

Nestes últimos quinze dias foi enorme a movimentação de refugiados ucranianos, mais de 2 milhões, que se deslocaram para oeste e chegaram às fronteiras com a Polónia, Roménia, Hungria, Eslováquia e Moldávia, para se salvarem de uma guerra que ninguém conseguiu entender, e que o invasor também não conseguirá justificar.

Esta é a guerra que um líder russo quis fazer, mas que o mundo condenou, não aceitou nem irá aceitar, e que irá deixar a economia russa num caos. Se a economia russa já não estava no top ten mundial, daqui para a frente só terá condições para piorar. Quem originou esta guerra também deverá sentir os seus efeitos.

Esta guerra veio mostrar o lado social da União Europa. A solidariedade entre os povos, como se abriram as fronteiras para receber os ucranianos, como se lhes presta apoio, como estamos todos disponíveis para os receber nas nossas terras, e como os queremos como um dos nossos.

A Europa constrói-se com solidariedade, ajudando, criando valor, melhorando a qualidade de vida dos seus povos.

A Europa nunca se construiu com guerras. Putin não o terá percebido. Mas agora já não vai a tempo de o perceber. Para ele é tarde demais.

Para os ucranianos a União Europeia terá que estar presente quando for a hora da reconstrução. Porque a UE é um espaço de solidariedade e os ucranianos irão necessitar de muito do nosso apoio. E é merecido, porque são um povo firme.

 

Até para a semana

 

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