Somos portugueses de segunda! Ainda há dúvidas?

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 24 Janeiro 2018
Somos portugueses de segunda! Ainda há dúvidas?
  • José Policarpo

1 – Na semana passada a nossa cidade foi notícia e abriu os noticiários das televisões nacionais, por motivos nada dignificantes. Refiro-me à situação em que se encontra a Escola Secundária André de Gouveia, em virtude dos problemas estruturais identificados nos edifícios que a compõem, como, também, é manifestamente, insuficiente o pessoal auxiliar existente.
Ora, os mais de seiscentos alunos que estão inscritos na ESAG estão privados de obterem a sua formação em condições dignas e que lhe são inteiramente devidas. Por isso, não é preciso ser entendido em educação para poder concluir que o aproveitamento escolar destes adolescentes poderá estar em causa se a situação não for debelada rapidamente.
Na verdade, esta escola secundária está fora das competências da Câmara Municipal, porém, há meses que esta situação era conhecida pelos agentes políticos autárquicos. Inclusive o PSD de Évora fez alusão às necessidades verificadas, como às obras que importava realizar na ESAG durante a última campanha eleitoral autárquica.
Com efeito, poderei concluir que pouco ou nada foi feito a nível da pressão politica junto do atual governo para que esta situação fosse colmatada. O tema só veio à luz do dia, porquanto a direção escolar decidiu interromper as aulas por fata de condições objetivas para que as mesmas pudessem ser levadas a cabo.
Resta, por isso, ao governo de Portugal assegurar o regular funcionamento desta escola secundária o mais rapidamente possível. Soube-se, no entanto, através do ministro da tutela que, foram desbloqueados setenta mil Euros, para atender aos problemas mais urgentes. Receio, face ao histórico conhecido, que se trata de um paliativo para uma doença que requer muito mais do que isso.
2 – O primeiro ministro de Portugal deslocou-se a Évora na sexta-feira passada para anunciar que existe uma verba de quarenta milhões de euros para a construção do novo hospital central de Évora. Porém, há perguntas que esta notícia levanta. Todavia, só coloco algumas: Onde estão os outros cerca de cento e cinquenta milhões, uma vez que o custo total da obra ronda os cento e noventa milhões? Para quando a conclusão da obra? A reprogramação do 2020 já foi feita e, quais as consequências, para o Alentejo?

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