Tancos rebenta na campanha eleitoral

Nota à la Minuta
Sexta-feira, 27 Setembro 2019
Tancos rebenta na campanha eleitoral
  • Alberto Magalhães

 

 

Azeredo Lopes começou por ser um enorme erro de casting para o Ministério da Defesa. Para piorar a situação, nomeou para Chefe do Estado-Maior do Exército o general Rovisco Duarte, que castigou e descastigou os comandantes de Tancos e acabou mostrando-se desavergonhadamente incomodado na comissão de inquérito da Assembleia da República, alegando não saber o que estava ali a fazer.

A demissão de Azeredo Lopes, em Outubro passado, pecou por tardia. A facilidade com que foi assaltado o paiol de Tancos deveria ter sido suficiente para fazer rolar a cabeça do general Rovisco Pais e do ministro da Defesa. O rocambolesco episódio da recuperação do material furtado deveria ter bastado para alertar o primeiro-ministro para a insustentabilidade da situação. António Costa, preferiu manifestar total confiança no seu ministro.

Uma coisa é certa. A confirmar-se o teor dos sms trocados entre Azeredo Lopes e um deputado socialista, membro da comissão de inquérito, será muito difícil ao ex-ministro defender-se da acusação de ter mentido aos deputados e, no fundo, ao país inteiro.

Entretanto, ontem, Rui Rio, perante a divulgação da acusação do Ministério Público, não resistiu e tratou de convocar uma conferência de imprensa para proceder ao que ele próprio, há dias, num debate, chamou de “julgamento de tabacaria”. Pela boca morre o peixe.

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