Terceira quinzena de emergência

Nota à la Minuta
Sexta-feira, 17 Abril 2020
Terceira quinzena de emergência
  • Alberto Magalhães

 

 

Já se calculava, tornou-se oficial. Mais 15 dias de estado de emergência. Para estudar formas de aligeirar progressivamente o confinamento a que continuamos sujeitos. Uns mais que outros, é claro. Que são muitos os que, pelo contrário, estão sujeitos a sair de casa para manter o país a funcionar, mesmo que nos mínimos.

O lay-off já abrange mais de 1 milhão de trabalhadores. O custo estimado, para o Estado, ronda os 1000 milhões de euros por mês. Mas, também o desemprego tende a aumentar em flecha, porque o tecido empresarial mais frágil, obrigado a parar, vai entrar rapidamente em coma. Por isso, há cada vez mais gente a perceber a inevitabilidade de abrandar o confinamento, ainda que com todas as cautelas.

Presidente da República e Governo, mas também a generalidade dos partidos com assento parlamentar, parecem ter percebido o essencial. É preciso retomar aos poucos a actividade económica, garantindo transportes públicos suficientemente seguros; condições de trabalho adequadas, incluindo condições de higiene e de protecção individual efectivas; e uso generalizado (e, espero eu, obrigatório) de máscaras no espaço público.

António Costa inclina-se para abrir, no início de Maio, creches (espero que também jardins-de-infância). Os casos fatais por coronavírus, em pessoas com menos de 50 anos, não chegarão, em Portugal, dizem, a uma dezena. Por que não arriscar?

 

Social Media Auto Publish Powered By : XYZScripts.com