“Todos a postos”

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 20 Dezembro 2023
“Todos a postos”
  • José Policarpo

Uma vez que o partido socialista escolheu o seu novo timoneiro no passado fim-de-semana, estão constituídas as condições de facto para ser dada a partida para mais uma compita eleitoral.

Na verdade, os pensadores do regime vaticinam uma campanha eleitoral dura e até quem preveja que seja suja, de índole pessoal em face dos motivos da dissolução do parlamento, nomeadamente, a investigação criminal em curso visando o primeiro-ministro.

A mim pouco me importa que seja dura e até pouco limpa, porque a maioria dos portugueses, não sei se a maioria, mas a parte decente e
consciente, quer é uma solução saída do próximo dia 10 de março que tenha um programa executável e não utópico no sentido de a despesa ser suportada pela receita.

Ora, a despesa pública deverá ser gasta nos setores sociais do Estado; saúde, educação, apoios sociais e investimento público, de forma muito parcimoniosa tirando os maiores resultados. Não adiantando, por isso, “atirar dinheiro para cima dos problemas”, como fora feito na última década.

O resultado está à vista de todos, como se pode constatar pela insatisfação existente na saúde, na educação e na habitação, bem como
pelo desinvestimento em setores vitais para o desenvolvimento do país, (aeroportuário, ferrovia e barragens), ente outros.

Temo, no entanto, que o resultado das próximas eleições seja de tal forma pulverizado, repartido, que não permita constituir uma solução
governativa reformista, que não ceda aos lóbis instalados e que seja “amiga” dos indivíduos e das empresas que acrescentem riqueza ao país.

Ao contrário do propalado pela esquerda radical, só se pode distribuir aquilo que se produz, o resto é dívida. E esta tem sido o fardo que nos tem conduzido aos lugares inferiores da escala do crescimento e do desenvolvimento, décadas após décadas.

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