Tratemos bem o que é de todos!

Crónica de Opinião
Quarta-feira, 12 Julho 2017
Tratemos bem o que é de todos!
  • José Policarpo

 

 

Sendo esta a última crónica que escrevo antes do interregno provocado pelas férias de verão, deveria debruçar-me sobre os aspetos que a época estival comporta. O lazer, a leitura, a gastronomia, enfim o prazer que o ócio provoca às pessoas ditas saudáveis. Mas não, o país politico não deixa que nos abstraiamos com as coisas ligadas ao epicurismo. Os tempos em que vivemos são, no mínimo, complexos e não se compadecem com grandes alienações.

Soubemos no domingo passado que os três secretários de Estado alegadamente ligados ao caso Galp, pediram a exoneração ao primeiro-ministro. Não vou comentar a oportunidade desta decisão aos próprios caberá avaliar a cada momento as condições em que exercem as funções que lhes foram cometidas. Porém, que deste episódio se possa tirar uma lição para futuro e que só muito excecionalmente se possa dar “prendas” aos titulares de órgãos públicos. A parcimónia neste particular deverá ser a regra.

Por outro lado, o incêndio de Pedrógão Grande ainda faz correr muita tinta na imprensa e muita dor aos que direta e indiretamente estão ligados à desgraça causada. Contudo, já passaram mais de duas semanas sobre a catástrofe e aquilo que soubemos e sabemos é que foram designados uns peritos para que a comissão técnica e independente possa ser constituída. Quanto ao tempo que a dita comissão tem para apresentar um relatório com as conclusões ninguém sabe. Eu desconheço. Espero, no entanto, que o trabalho levado a cabo pelos peritos, contribua para que no futuro estejamos mais bem preparados para enfrentar catástrofes da dimensão de Pedrógão.

Por último, os acontecimentos de Tancos revelaram que teremos como nação ainda um longo e pesado caminho a percorrer em direção à modernidade. Os factos que a comunicação social noticiou sobre as condições de vigilância do paiol de Tancos, do ponto de vista técnico, o não funcionamento da vídeo vigilância, quer do ponto de vista dos recursos humanos, a ronda esteve sem ser realizada cerca de 20 horas, só por si, são inqualificáveis. Isto seria uma comédia se não fosse um drama. Exige-se, portanto, dos responsáveis políticos e militares, mais respeito pelos concidadãos que os mandataram para os representarem.

Boas férias!

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